domingo, 22 de fevereiro de 2015

Aquece Oscar #4: The Theory of Everything, American Sniper e Selma

Pra encerrar as não-review-porque-são-mais-opiniões-pessoais sobre os filmes indicados a Best Picture do Oscar 2015, aqui vamos nós. 

THE THEORY OF EVERYTHING
James Marsh
Elenco: Eddie Redmayne, Felicity Jones

Indicações: 5
Indicado em: Melhor Filme (Best Picture), Eddie Redmayne - Ator principal (Actor in a Leading Role), Felicity Jones - Atriz principal (Actress in a Leading Role), Roteiro Adaptado (Writing - Adapted Screenplay), Trilha Sonora (Music - Original Score

A Teoria de Tudo é o filme sobre a vida e o relacionamento do físico Stephen Hawking e sua esposa.
A Teoria de Tudo é um filme mamão com açúcar que não tem como não gostar. É leve e lindo. É mais do que física (a negação da minha vida): é sobre o amor. É piegas, mas é verdade. Nele somos levados lá pro comecinho do relacionamento do Stephen e da Jane. Ele retrata todo o perrengue, a compreensão, o apoio e a cumplicidade do que foi o casamento desse casal que foi mega interpretado pelos dois conhecidos-mas-nem-taaanto atores.

Esse foi provavelmente um dos filmes que eu mais vi ser divulgado quando fui passear na terra da rainha. E também, pudera, ele é quase todo lindamente ambientado em terras inglesas. E é bonito! Fofo. E um dos filmes que eu mais curti dos indicados desse ano. Sérião.

Não sei se leva o melhor filme. Mas se o Eddie não levar de melhor ator, vou dar uma de Tania Barraqueira no liveblog desse ano. Vocês vão ver. O cara tá genial. Fico pensando como ele aguentou  gravar tantas cenas e por tanto tempo da forma que ele gravou.

No final das contas? Indico muito. Indico mermo. Abram o coração, assistam, e se apaixonem.

AMERICAN SNIPER
Clint Eastwood
Elenco: Bradley Cooper, Sienna Miller

Indicações: 6
Indicado em: Melhor Filme (Best Picture), Bradley Cooper - Ator principal (Actor in a Leading Role), Roteiro Adaptado (Writing - Adapted Screenplay), Trilha Sonora (Music - Original Score), Edição (Editing), Mixagem de Som (Sound Mixing), Edição de Som (Sound Editing)

Não preciso nem dizer sobre o que o filme é, né? O título entrega que é só mais um filme mostrando como os EUA são bons, são heróis, enquanto o resto do mundo (especialmente o oriente médio) não é. 

Sendo sincera, eu não curti o filme. Sendo mais sincera ainda, eu não curti nada no filme. Nada mesmo. O filme é uma mistura de clássico patriotismo dos caras (o que até é super legal, considerando que a maioria dos brasileiros não sabe o que é isso) com aquele óbvio requentado assunto da guerra no oriente. Ah, e é sobre o Chris Kyle, a lenda que matou mais de 150 pessoas pra salvar a pátria etc etc. 

Essa imagem resume bem esse entre tantos outros filmes com essa temática. Não guento mais filme assim. Não guento mais a academia pagando pau pro Bradley Cooper, que entregou um papel ok mas que nunca vai se igualar ao calibre dos protagonistas de Theory of Everything, Foxcatcher ou Imitation Game, por exemplo.

Queria por uma vez que Hollywood, ou o cinema internacional, reconhecesse algum filme que mostrasse o estrago que eles fizeram no Iraque. Com as pessoas de lá. As famílias de lá. Tudo. 

Não tô discutindo a ~guerra~ e as razões dela. Mas se eles podem fazer um filme sobre como ela afetou seus guerreiros, por que não mostrar o lado contrário? Se esse filme existe, quero ver. 

Pra finalizar, não recomendo não, viu? Assistam o vídeo da Juliana desmaiada que é mais legal. Ou a cena em que o Bradley Cooper carrega uma boneca no colo. Melhor parte do filme, certeza. 


SELMA
Ava DuVernay
Elenco: David Oyelowo, Carmen Ejogo, Tim Roth
Indicações: 2
Indicado em: Melhor Filme (Best Picture), Música Original (Music - Original Song)

Selma? Aquele filme sobre Martin Luther King metendo pilha pras pessoas (negras) marcharem pelo seu direito de votar na cidade de Selma, Alabama. 

Não sei até que ponto o filme é realmente verídico, mas que filmão, hein? Com as pontas fechadinhas, Selma teve um dos finais que mais me deixou empolgada. O corte do filme misturado com vídeos da época? Meio clichê, mas aqui deu mega certo. 

É o filme esnobado do Oscar. O filme que deram uma indicação de música original (vai levar, na minha opinião) pra compensar a falta de indicação de melhor ator ou direção. Tirar o lugar do David, que eu não conhecia, pra colocar o Bradley Cooper é pra matar. E numa opinião meio impopular, achei a atuação da Oprah mais expressiva que a da Keira em Imitation Game. Ah, e claro: também é o único filme dirigido por uma mulher no Oscar desse ano. Então assim, oh: indico, viu? 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Aquece Oscar #3 (extras): Foxcatcher, Gone Girl e Still Alice

Esse aqui, como bem diz o título, é só um extra sincero, que apareceu antes do final das reviews originais porque ainda tô na corrida assistindo os que faltam, e mais curtinho sobre três outros filmes que tão concorrendo ao Oscar.


FOXCATCHER
Bennett Miller
Elenco: Steve Carrel, Mark Ruffalo, Channing Tatum

Indicações: 5
Indicado em:  Steve Carrel - Ator principal (Actor in a Leading Role), Mark Ruffalo - Ator coadjuvante (Actor in a Supporting Role), Direção (Directing), Roteiro Original (Writing - Original Screenplay), Maquiagem e Cabelo (Makeup and Hairstyling)

A sinopse vai até no ctrl+c porque preguiça, viu?
Campeão olímpico de luta greco-romana, Mark Schultz (Channing Tatum) sempre treinou com seu irmão mais velho, David (Mark Ruffalo), que é também uma lenda no esporte. Até que, um dia, recebe um convite para visitar o milionário John du Pont (Steve Carell) em sua mansão. Apaixonado pelo esporte, du Pont oferece a Mark que entre em sua própria equipe, a Foxcatcher, onde teria todas as condições necessárias para se aprimorar. Atraído pelo salário e as condições de vida oferecidas, Mark aceita a proposta e, assim, se muda para uma casa na propriedade do milionário. Aos poucos eles se tornam amigos, mas a difícil personalidade de du Pont faz com que Mark acabe seguindo uma trilha perigosa para um atleta.
Fui pra Londres e junto com Teoria de Tudo e Birdman, Foxcatcher era um dos filmes mais divulgados por lá. Estava super ansiosa pelo filme e esperava algo, com o perdão da palavra, fodido. Assisti o filme e acabei decepcionada. O filme não acabava nunca e se desenvolve numa lentidão insuportável que no final das contas acaba sendo desconfortável. O personagem interpretado com maestria pelo Steve Carrel, John, é fora de si. Não dá pra acreditar que qualquer pessoa se sujeitaria a lidar com um sujeito daquele — não a ponto de aceitar ir morar próximo/junto do cara. O Mark Ruffalo humanizou o filme, mas ficou nisso. Honestamente não achei nada de mais na atuação dele, e o Channing, coitadinho, parecia uma bola de ping-pong entre os dois indicados ao Oscar. O filme é bem menas do que mais, e não indicaria ele não. 

GONE GIRL
David Fincher
Elenco: Rosamund Pike, Ben Affleck, Neil Patrick Harris

Indicações: 1
Indicado em:  Rosamund Pike - Atriz principal (Actress in a Leading Role)

Bom, vocês já devem conhecer ou ter ouvido falar de Gone Girl, né? O hype psycho de 2014. A adaptação que mais fez bagunça e derrubou forninhos em 2014 (2027, e eu ainda não vou ter superado essa expressão). Então vocês sabem que o filme gira em torno do desaparecimento de Amy Dunne, esposa de Nick Dunne, que muito rapidamente vira o principal suspeito da coisa toda. 
Só me obriguei a falar de Gone Girl porque vi muita gente chorando porque ele não foi indicado a melhor filme.

Ano passado eu li o livro mega rápido pra poder assistir Garota Exemplar no cinema. Claro que acabei não assistindo na telona e tive que esperar uma qualidade boa pra assistir na telinha. E eu até gostei do livro. Muita coisa me incomodou, especialmente o final (que até faz sentido, quando você para pra pensar). Mas ainda assim fui com as expectativas altas ver a adaptação feita pelo David Fincher.

E eu acho que foi o filme mais marcante que vi ano passado. Lembro de específicas cenas, e quotes, e passagens. O conjunto é muito marcante, é bom. Mas não acho que seja Oscar material a ponto de ser indicado a melhor filme. Já disse e repito: a melhor coisa desse filme foi sim indicada a melhor filme e ela responde pelo nome de Rosamund Pike. Talvez tenha sido esnobado na categoria adaptação. De qualquer forma, nossa eterna fofa Jane Bennett não tem nada de fofa no papel de Amy, mas com certeza tem de eterna. Ela roubou a cena. O filme é dela, né? Ela ofuscou todo mundo com o talento e a capacidade de entregar uma amazing-maluca sem precedentes. Eu jogaria vários Oscars pra ela só por causa disso, apesar de achar que não vai levar. Indico o filme, mas não achei essa Coca-Cola toda, não.

STILL ALICE
Richard Glatzer, Wash Westmoreland
Elenco: Julianne Moore, Alec Baldwin, Kristen Stewart

Indicações: 1
Indicado em:  Julianne Moore - Atriz principal (Actress in a Leading Role)
Alice, mãezona e professora brilhante de linguística, é diagnosticada com Alzheimer. O assunto? Meio batido. Fiquei sabendo depois que era uma adaptação. Só fui assistir por causa da Juju e: curti.
Still Alice é delicado, cruel e lindo. Aposto muito que a Julianne vai levar o prêmio pra casa porque ela atuou com tudo. Dos cabelos aos pés tu podia ver o sofrimento de ter sua vida fragmentada e levada embora. Porque é isso o que acontece, não é? Somos feitos de memórias. Sem elas, a gente não é nada — ou quase isso.

Quem já lidou com Alzheimer sabe que é uma doença complicada e triste. E não fica melhor não. Então assistir um filme desses foi uma experiência meio amarga. Porque ele é bom (eu, particularmente, gostei bastante), mas é igualmente triste. Ah, e ele também é bem bonitinho. As cenas, cenários, fotografia. Chame do que quiser. É munito. E por hora, era isso. Assistam. 
PS.: Kiki, I love you. <3

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Minha história em dez músicas

Vi por uns blogs esse meme que me pareceu bem divertido. Às vezes quando dá bloqueio na escrita, algo que é bem comum, e especialmente comum em semanas estranhas, é bom recorrer pra um bom e velho meme pra dar um ar no blog e não deixar o blog morrer, não deixar o blog acabar, porque é o blog é feito de posts, e é feito pra gente postar. (pare, Ana Claudia)

A ideia do meme é simples: listar dez músicas com dez momentos/categorias da nossa vidoca.

Vou tentar não pensar muito e deixar a coisa fluir naturalmente, tá?

1. Uma música que te lembre um momento bom

Eu e todo mundo perdendo das merdas nesse momento. Percebe-se pela altura do canto, né?

Lembro que desde que eu tava em sei lá, a quinta? sexta? sétima? série eu e um amigo meu juramos um pro outro que no dia que o Linkin Park viesse pro Brasil a gente iria. Em 2012 quando eles fizeram a turnê pelo país, é claro que vendendo um fígado, nós e mais alguns amigos conseguimos ir. E de pista premium ainda. Foram horas de pé, sem comer nem ir no banheiro, só esperando o show que atrasou muito começar. Mas quando Faint começou... Bom, o cansaço passou, o mal humor também. Gritei, pulei, me perdi de todos os meus amigos que depois encontrei. E foi um ótimo show. Além, de é claro, um ótimo dia.

2. Uma música que defina sua vida


Death Cab é um constante definidor da minha vida. Sempre, e repito: sempre (!) encontro algo pra encaixar com seja lá o que eu esteja vivendo. E Soul Meets Body é a música da minha vida. Juro. Serião. I want to live where soul meets body and let the sun wrap its arms around me and bathe my skin in water cool and cleansing and feel, feel what it's like to be new // And I do believe it's true that there are roads left in both of our shoes but if the silence takes you then I hope it takes me too.

3. Uma música que te faz dançar na balada


Tem jeito não. Tocou M.I.A. é batata. E Bad Girls é tudo de bom, né? Já enjoei dela, mas não consigo ficar parada quando ela toca. Sem contar que é música tema de punk rock hoes, então já dá pra tirar uma temperatura.

4. Uma música que foi tema de algum relacionamento


Tive que garimpar nas memórias do passado alguma coisa. Minha mente falhou totalmente nessa pergunta e quase que eu larguei uma musiquinha do Interpol aqui, mas daí lembrei que nunca foi tema de nada não, só na minha cabeça. De qualquer forma, ainda bem que pra sempre ~~always~~ nunca foi e a gente tá bem melhor agora.

5. Uma música que sempre te faz chorar


Precisei desenterrar essa música porque ela gritou na minha cabeça na hora que eu olhei essa pergunta. Não choro com ela, claro. Não choro com músicas ou livros no geral. Mas ela é tão, tão, tão triste. Eu passei bons momentos emuxos com ela (sdds). E por mais que eu ache que I Know It's Over ou Asleep ou Last Night I Dreamt That Somebody Loved Me são candidatas pesadas de música fossa, acho que nenhuma vai desbancar Understanding. O começo dela é um quote de Terror in the Haunted House (que eu não assisti) mas que é genial: You hold the answer deep within your own mind, consciously you've forgotten it. That's the way the human mind works, whenever something is too unpleasant too shameful for us to entertain we reject it, we erase it from our memory. But the imprint is always there.

6. Uma música que seria toque do seu celular


Não só seria como de fato foi. Foi por muito tempo toque do meu celular (há muito roubado, coitado). Depois de um tempo me arrependi profundamente porque eu amo essa música e toda vez que escuto o comecinho maravilhoso dela eu sinto que tenho que fazer algo... Atender um celular, provavelmente. Larguei da vida de toques de celular e fico com o padrão do meu mesmo. Mais saudável pr'os amantes de música. 

7. Uma música que você gostaria de tatuar


Eu adoro tatuagens. Nos outros. Eu sou meio instável e sempre penso que vou me arrepender ou enjoar. Ainda assim, só tive três ideias de frases na vida: soul meets body, how soon is now? e a principal delas, there is a light that never goes out. E meu Deus, eu amo essa música. E a explicação? Morrissey, divo da minha vida, did it again quando falou:
When you’re a teenager and in your early twenties it seems desperately eternal and excruciatingly painful. Whereas as you grow older you realise that most things are excruciatingly painful and that is the human condition. Most of us continue to survive because we’re convinced that somewhere along the line, with grit and determination and perseverance, we will end up in some magical union with somebody. It’s a fallacy, of course, but it’s a form of religion. You have to believe. There is a light that never goes out and it’s called hope.
Porque a gente nunca desiste. Não tem como.

8. Uma música que te deixa com vontade de ficar com alguém


Não entendi direito o ~ficar com alguém~ dessa pergunta. Se é pra dar uns beijinhos, pode colocar qualquer coisa do Arctic Monkeys que tamo junto. Se é pra ficar com alguém as in ficar/ter em um relacionamento com alguém, que foi como avaliei, poderia ser quase qualquer coisa meio Mallu meio Camelo. Mas nesse momento, tá simples. Tá Kooks. Tá Seaside.

9. Uma música em que você está viciada agora


Se existe um refúgio musical pra onde eu adoro escapar, esse refúgio responde pelo nome de Ben Howard. Várias das letras dele não fazem sentido, mas quando combinadas com essa voz maravilhosa e melodia cativante não precisam nem fazer muito sentido pra fazer todo sentido. Se é que vocês me entendem. Então foi escapando que viciei em Conrad. <3

10. Uma música que faz as pessoas lembrarem de você


Pra falar a verdade, eu não sei se existe uma música que faça as pessoas lembrarem de mim. Se eu pudesse chutar, chutaria nessa clássica de baladinha indie dos Smiths. Já tive algumas pessoas comentando sobre os caras comigo porque bem... Sou eu. Mas não sei mesmo qual música, então vai essa mermo. 

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Aquece Oscar 2015 #2: The Imitation Game e Birdman

Dando continuidade com a série de posts sobre o Oscar, aqui vamos nós.

THE IMITATION GAME
Morten Tyldum
Elenco: Benedict Cumberbatch, Keira Knightley, Matthew Goode

Indicações: 8
Indicado em: Melhor Filme (Best Picture), Benedict Cumberbatch - Ator principal (Actor in a Leading Role), Keira Knightley - Atriz coadjuvante (Actress in a Supporting Role), Direção (Directing), Roteiro Adaptado (Writing - Adapted Screenplay), Edição (Editing), Design de Produção (Production Design), Trilha Sonora (Music - Original Score

Em Imitation Game o governo britânico, buscando quebrar o famoso Enigma, código nazista que reiniciava-se todos os dias e era usado pra transmitir mensagens entre os alemães, monta uma equipe de ~pensadores para que estes o descodifique. O filme ambientado durante a Segunda Guerra Mundial é a cinebiografia com toque dramático do matemático, hoje considerado um dos precursores da computação mundial, Alan Turing. 

Eu, sendo uma negação pra exatas do jeito que sou, pensei que teria que me esforçar pra gostar do filme. No entanto, contudo, porém: não teve nada disso. Em O Jogo da Imitação (leia isso com voz de narrador, por favor), somos presenteados com o desenvolvimento de parte da vida do solitário e fechado Alan (Benedict).

O moço, muito certo de si, sofre pra se adaptar com os colegas quais foi designado pra trabalhar junto. Com a ajuda da ótima Joan Clarke (Keira), este, mais tarde, consegue fazer a convivência fluir, para só assim em equipe colocar pra funcionar a máquina que ele mesmo produziu.

O filme é um muito vai e pouco volta pro passado do matemático. Em forma de flashbacks somos levados para a juventude do protagonista, e esses nos fazem ganhar toda uma nova visão, além de colocar os pingos nos is, daquilo que aconteceu com Turing. 

Confesso que não esperava curtir tanto o filme, mas fiquei em uma pilha com ele do começo ao fim. O final é esperado e meio batido — por ser uma biografia é meio que de se esperar — mas a narrativa do filme é muito boa e não se torna cansativa.

Achei merecido as indicações, especialmente a do (controverso) Benedict, que entregou uma atuação maravilhosa. A Keira, que é sempre ótima, não deixou por menos nessa vez, mas fiquei um pouco sem entender a indicação dela aqui (que provavelmente não leva, afinal concorrer com a Patricia é um trabalho muito difícil de se fazer).

Pra concluir: Imigation Game vale a pena. Assistam.

BIRDMAN
Alejandro González Iñárritu
Elenco: Michael Keaton, Edward Norton, Emma Stone

Indicações: 9
Indicado em: Melhor Filme (Best Picture), Michael Keaton - Ator principal (Actor in a Leading Role), Edward Norton - Ator coadjuvante (Actor in a Supporting Role), Emma Stone - Atriz coadjuvante (Actress in a Supporting Role), Direção (Directing), Roteiro Original (Writing - Original Screenplay), Fotografia (Cinematography), Mixagem de Som (Sound Mixing), Edição de Som (Sound Editing)

Coladinho ao lado de Budapest, sendo um dos filmes com mais indicações no Oscar desse ano, Birdman conta a trajetória de algumas poucas noites em um teatro da Broadway. Riggan, um ator já caído no esquecimento após anos de glória interpretando um super-herói no cinema, busca com uma peça adaptada uma forma provar pros outros e pra si mesmo que ainda tem aquilo que precisa pra se (re)afirmar no mundo artístico. O filme é uma batalha do personagem principal contra seu ego, a vontade de renovar sua carreira e a tentativa de recuperar sua família.

Dos filmes que eu mais estava ansiosa pra assistir, Birdman com certeza estava no topo. Talvez a mistura de review boa com uma dose de Emma Stone tenham muito a ver com isso, mas a realidade é que eu estava ansiosa pra assistir, mas não sabia o que esperar além de um filme de outro mundo.

E se fosse por isso, minhas expectativas teriam sido alcançadas. Exceto que Birdman é um filme de outro mundo porque ele é de outro mundo. Uma viagem total. Cheio de momentos aleatórios, diálogos aleatórios, brigas aleatórias. Não imaginava um ~outro mundo dessa maneira, e ainda assim, ainda com quase duas horas de muita bateria na trilha sonora (mais suportável que a de Whiplash), eu curti essa viagem. 

As atuações foram supimpas (eita palavra maravilhosa). A forma como a câmera foi usada? A produção?!?! Geniais. (Exceto por uma cena em que fiquei encarando um corredor bizarro por tanto tempo que a ansiedade tava me comendo por dentro) (lembro que uma das vezes que gostei tanto de como uma coisa foi gravada foi naquele episódio de True Detective que eles gravaram toda aquela invasão na casa de forma ininterrupta, alguém lembra?). 

Sendo sincera, em alguns momentos encarei a TV e me perguntei: aff, sério? É só isso? Mas penso que o filme se recompôs bastante no final.

No final das contas, vou acabar indicando o filme pelo simples motivo de ser uma viagem que ou você vai achar um porre ou vai curtir sem nem saber direito o porquê (exceto que tem gente que sabe). 

Obs.: o Edward Norton super dá uns caldos, né, gente? 


E vocês? Já viram alguns desses? Curtiram? 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Aquele em que eu assisti Friends pela primeira vez

Uma vez me indicaram Arctic Monkeys. Eu não dei bola. Escutei por cima, larguei de lado e classifiquei na minha cabeça como #mais do mesmo e #não tô a fim.

Anos depois, eu escutei Do I Wanna Know? e pensei: bem, tá aí uma música que eu gostei. Então sim, eu fui uma daquelas pessoas que começou a curtir Arctic ao inverso. Pelo último álbum primeiro.

Não sei se é questão de timing, ou se nossos gostos vão mudando, mas o som dos caras fazia muito mais sentido pra mim na época que eu escutei de verdade do que na época que me indicaram. Fui prestando atenção nas músicas mais antigas, e fui, e fui, até que no final de tudo acabei curtindo muito a banda.

Essa não foi a primeira vez que eu dei uma segunda chance pra algo que no passado eu já tinha torcido o nariz.


E eu torci muito o nariz pra Friends. Aqueles milhares de episódios o tempo todo na Warner, cheios de risadas de fundo, gente... Eles não faziam sentido e me davam menos vontade de assistir a série.

Ouvi muito dos meus amigos por causa disso, é claro. 

Então ano passado, no auge das minhas segundas chances, eu dei uma chance pra Friends (mas não esperem que isso aconteça com bazingas, tá?). Foi um misto de "agora vou ver qual é que é" com insistência dos amigos combinada com possíveis maratonas regadas a porcarias e cerveja artesanal.

Na última sexta-feira terminei pela primeiríssima vez de assistir as dez temporadas, os 238 episódios, desse seriado que muita gente idolatrou e hoje ainda idolatra, mais de dez anos depois do seu fim. E preciso admitir: foi uma ótima jornada.

Eu realmente não esperava dar tanta risada e me apegar tanto aos seis amigos.

A série é divertida, leve e bem construída. Só o humor por humor não basta muito, porque no fundo, pra entender tudo, tem que olhar o ~conjunto~ inteiro. E acho que as pessoas não gostam tanto de Friends exclusivamente pelo humor do seriado — embora ele seja ótimo e na medida certa. Acho que tem muito mais ligação com o fato que é muito mais engraçado ver a Monica compulsiva por limpeza em 238 episódios do que assistir um e achar a mesma graça. Assistir o Joey e suas pérolas em 238 episódios do que assistir um e acabar achando ele só um bobalhão que cumpre cota (agora eu sei que o Joey é o mais queridão). Ou o Chandler com suas piadinhas impróprias e momentos afeminados. Ou o Ross com seus ataques cheios de gesticulação e obsessão por tudo paleontológico. Ou a Phoebe com Smelly Cat. Ou, ainda, a Rachel (dos incríveis modelitos) e o seu cálculo horrível de quando cair na real. Por sinal, 'tamo junto, miga.

Assisto muitos seriados, e até aqueles que eu não gosto e os outros gostam, dão certo porque de alguma maneira as pessoas simpatizam com algum (ou alguns, no caso) personagem. Série sem carisma geralmente não dá muito certo (isso, ou ela não cai nas graças de ser versão requentada de alguma outra série ou sobre super herói ou reboot ou ou ou).


Aposto muitas das minhas fichas que Friends deu tão certo porque é uma série com ótimos personagens, sem contar que faz aquela dança maravilhosa entre comédia e drama. Só de pensar no final da sexta temporada meu coração já enche de amor e escorrem umas duas lágrimas. Sério.

Então são por esses motivos que aqui estou eu, admitindo que estava errada e no final das contas acabei passando de nem aí/hater pra hardcore lover. Ela não desbancou a #1 do meu coração (isso é meio impossível), mas com certeza entrou pro Top 10. Ou até 5.

Se eu pudesse voltar no tempo e assistir antes, eu provavelmente não faria. Porque juro que foi muito mais divertido ter migos pra me acompanhar nessa Primeira Vez Assistindo Friends™ do que assistir tudo sozinha.

Obs1.: tentei de todas as maneiras não falar tanto ~série~ nesse post, e no final acabei descubrindo que série e seriado nem são a mesma coisa e Friends é mais um seriado do que uma série?!!?! Ou é uma série? Estou confusa. De qualquer maneira, fiquei com preguiça de trocar tudo e deixei assim meio misturado. Então finjam que é a mesma coisa.
Obs2.: troquei um pouco do layout do blog. Tá meio Orkutizado. Eu sei. Mas a girl's gotta do what a girl's gotta do, então agora tem muito amor em forma de letra no meu header. 
Obs3.: sei que dizem que é 238 episódios, mas tinha ido pelo Banco de Série que não separa os episódios de 40min em dois, e acabei colocando 236 episódios originalmente.
© OH SO FANGIRL
Maira Gall